| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Accipitrininae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | B. nigricollis |
O gavião-belo é uma ave accipitriforme da família Accipitridae.
Conhecido também como gavião-lavadeira (Mato Grosso), gavião-velho, gavião-padre, gavião-panema e gavião-balaio (Amazonas).
Seu nome científico significa: de buse, busarellus = diminutivo do francês buse = urubu; e do (latim) niger = preto; e collis, collum = pescoço, colo. ⇒ Pequeno urubu com pescoço preto.
O gavião-belo mede entre 46 e 53 centímetros de comprimento, com uma envergadura total que varia entre 1,10 e 1,30 metros.
Nos adultos, a cabeça é de coloração branco encardido, com uma coroa ligeiramente manchada de marrom escuro. O manto, asas e cauda é completamente laranja-marrom com listras pretas finas restritas a raque das penas. O peito e a garganta são claros. Apresenta uma mancha negra crescente no pescoço. O ventre é vermelho-alaranjado. O crisso é castanho claro. As primárias são completamente negras. As terciárias são vermelho-alaranjado com grandes margens escuras. No voo, podemos ver que as asas são largas e arredondadas. A cauda é curta, quadrada e preta com uma pequena ponta branca e 2 ou 3 listras vermelho-alaranjado finas na sua base. Os olhos são marrom escuro, cera e lores são cinza. As pernas são cor de coloração rosada e as garras, compridas e curvas são pretas.
A plumagem do macho e da fêmea são idênticas, não apresentando dimorfismo sexual aparente.
Os jovens da espécie têm a cabeça branca marcada com uma grande sobrancelha escura. O peito e barriga são claros e fortemente manchados de preto. As partes superiores são marrom escuro manchados de vermelho-alaranjado. No geral, sua plumagem é mais apagada do que a plumagem dos adultos.
Possui duas subespécies reconhecidas:
Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).
Alimenta-se de insetos, caramujos e principalmente peixes, os quais consegue capturar em águas rasas próximas à borda, segurando-os com os pés, graças aos dedos serrilhados e às unhas compridas e curvas. Ocasionalmente captura e se alimenta de pequenos roedores e lagartos.
Faz ninho de gravetos em formato de plataforma, localizado entre 12 e 15 metros, em manguezais ou árvores na borda de pântanos. Ele é construído pelo casal. A fêmea coloca um ou dois ovos brancos salpicados de cinza e marrom. A incubação dura entre 35 e 40 dias e é executada unicamente pela fêmea. Durante este período, o macho alimenta a fêmea. Os filhotes são alimentados por ambos os pais por cerca de 45 dias. Eles ficam completamente independentes por volta dos 90 dias de idade.
É localmente comum em beiras de lagos, pântanos, campos inundados e manguezais.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: